OS FILHOS DO BAPHOMET

domingo, 2 de junho de 2013

OS  FILHOS  DO  BAPHOMET

A conexão entre a maçonaria e o culto de Sírius é central para entender-se o perigo da Loja. A maioria dos maçons jamais ouviu falar em Sírius. Não percebem que quando entram na Loja e ajoelham-se diante dos seus altares, submetem-se a si mesmos e a suas famílias à autoridade do deus Estrela-cão, Set!
Isso não é para ser levado na brincadeira! Precisamos ver como Set veio dos templos do Egito para as Lojas modernas. Traçaremos agora brevemente as raízes históricas e espirituais da maçonaria.
Contrário ao anedotário maçônico, não há evidência real de que essa Arte existisse antes da Idade Média. A maçonaria faz tentativas óbvias de evocar os antigos mistérios. Este fato, contudo, não enfraquece nem um pouco o perigo espiritual da franco-maçonaria hoje!
É como aconteceu depois da Segunda Guerra Mundial. As pessoas enterraram minas que nunca explodiram. Se eles deixam a bomba em paz, tudo bem. Contudo, se alguém mexe nelas, podem explodir no seu rosto, apesar de terem ficado na terra durante anos!
Semelhantemente, apesar de que pode não haver nenhuma ligação temporal entre as seitas pré-cristãs e a maçonaria, seu uso desses ídolos antigos é o equivalente a ficar martelando uma bomba há muito enterrada.
Lembro-me de uma conversa que tive com um companheiro maçom que era ocultista. Ele tinha uma imensa coleção de livros de ocultismo, incluindo os escritos do maçom/mágico Manly P. Hall. Ele era um maçom estimado e estava em vias de tornar-se Venerável Mestre.
Este homem observou que a maioria dos maçons que ele conhecia eram como crianças que acharam um jogo de xadrez. Ficaram fascinados com as formas elegantes das peças. Talvez comecem a jogar damas com as peças de xadrez – desconhecendo seu poder. Passam pelas jogadas sem entender.
O maçom típico está brincando com ídolos dos quais não tem compreensão alguma. Estes ídolos são preparados pelo poder de Satanás para detonar em sua face! Os próprios símbolos não precisam ter nenhum poder, mas o pecado que está envolvido em seu uso abrirá a porta para os demônios terem acesso ao maçom e à sua família.

RAÍZES  CLÁSSICAS?

A linhagem da maçonaria pode ser traçada até Ninrode. Ele foi o pai de todas as religiões de mistério envolvendo a morte e a ressurreição de um deus sexual. Contudo, de acordo com eruditos maçons, o mais antigo (c. 500 a.C.) surgimento de uma sociedade secreta de construtores verdadeiramente semelhante aos maçons ocorreria com os "Artífices Dionisíacos"1 (artífice é outra palavra para construtor).
Dioniso foi o deus grego chifrudo do vinho e da maluquice, e foi um deus morto e ressuscitado concebido por uma virgem, que foi engravidada por um deus, Zeus.2 Os ritos dionisíacos tinham muito em comum com os sabás das feiticeiras3 e com a maçonaria, incluindo encenação de morte e ressurreição, juramentos e ameaças de morte.
A escola pitagórica também merece ser mencionada. Os rituais maçônicos referem-se ao filósofo e matemático, Pitágoras (582-507 a.C.), como "antigo amigo e irmão"4 dos maçons. Pitágoras foi um gênio, mas também era ocultista, um produto da cultura grega pagã.5 Ele foi o fundador de uma fraternidade que acreditava em reencarnação.6

O  TRONO  DO  PAVÃO

Outra fonte da maçonaria pode ser traçada no Oriente Médio, perto do sítio de Nínive e da moderna Bagdá. Um grupo chamado os Yetzidis adoravam o "anjo pavão", e como os maçons, tinha camadas de segredos dentro de sua fé. Aparentemente ninguém sabe quão antiga era a seita Yetzidi, mas a perseguição pelos muçulmanos começou no século 13.
O nome secreto do seu deus era Shaitan, a palavra árabe para Satanás.7 É uma variação do hebraico ha satan, usado em Jó 1:6 com referência a Satanás. O pavão era o símbolo de Shaitan por causa do seu orgulho.
Só restaram fragmentos dos seus escritos.8 Parece que eles foram adoradores descarados de Satanás, apesar de que não há evidência de que tenham realizado sacrifícios humanos, como fizeram alguns dos cultos de Mistério. Alguns especulam que os Yetzidis podem de algum modo estar envolvidos com o próximo elo nesta corrente bizarra – o culto de Hassan I Sabah.

O  "VELHO  HOMEM  DAS  MONTANHAS"

Hassan I Sabah foi uma das figuras mais intrigantes da história. Chamado de "O Velho Homem das Montanhas", foi um líder na heresia islâmica chamada Ismaelianismo. O islamismo estava rebentando com fanatismo, e ser um herege era ser executado com a espada.
Hassan era esperto e percebeu que os muçulmanos mais "ortodoxos" estavam em maior número. Ele sabia que a única maneira de vencer seria pela subversão. Ele criou uma ordem de soldados de elite com drogas, especialmente o Haxixe, e o que chamaríamos hoje de programação mental.
Esses homens programados estavam desejosos de morrer pelo seu novo mestre. A Ordem de Hassan era chamada de Hashishim, ou Assassinos. A palavra assassino deriva diretamente dele.9 Ele foi um gênio maligno que parece ter inventado muitas das nossas técnicas modernas de espionagem – em especial a toupeira. Ele "enterrava" seus homens em abrigos profundos nas cortes do inimigo e anos depois, em resposta a um sinal, a "toupeira" enterrava a adaga encurvada dos Assassinos no coração do alvo.
Quando Hassan morreu, ele deixou para trás uma herança extraordinária, porque houve uma polinização cruzada entre as suas idéias e as idéias dos seus equivalentes europeus, os Cavaleiros Templários. Como ratos que transportam moléstias, os templários voltaram para a Europa com os segredos de Hassan, e lá eles se espalharam como um incêndio.

FILHOS  DE  BAPHOMET

Os templários são uma curiosidade fascinante, tanto que excitaram o interesse de mais pessoas através dos séculos do que qualquer outra ordem militar. Sua verdadeira história é controvertida, e suas explorações alcançaram do nobre ao depravado. Nenhuma história dos franco-maçons poderia ser compreendida sem os templários. Curiosamente, os templários também inspiraram o interesse de uma hoste incrível de ocultistas, bruxas, satanistas e outras pessoas estranhas.
Os templários começaram com uma idéia nobre proteger peregrinos em sua viagem para a Terra Santa durante as Cruzadas. Os "Cavaleiros Pobres do Templo de Salomão" (conforme eram conhecidos) começaram em 1118 como uma ordem de monges guerreiros.11 Seu primeiro Grande Mestre (observe o título) foi Hugues de Payens.
Dessemelhante de outras ordens de cavalaria, os templários eram monges, e votos eram obrigatórios. Foi "a primeira vez.., na história (que) soldados deveriam viver como monges."12 Parte da razão do seu nome origina-se de haverem construído sua sede no sítio que, segundo se crê, é o lugar do Templo de Jerusalém, um lugar-chave na lenda maçônica.
Todavia, as coisas azedaram. A ordem tornou-se muito rica e corrupta. Os templários estabeleceram-se como a instituição mais poderosa da cristandade – provavelmente a instituição mais poderosa de toda a Europa, igualada, mas não ultrapassada pelo papado. Então, em 1291, veio o desastre. Os cruzados foram derrotados e os templários foram afastados.

UMA  TRAMA  REAL

Os templários eram combatentes que não tinham nenhuma batalha para lutar. Aparentemente eles voltaram vencidos de uma guerra longa e impopular numa terra distante. Seu moral não estava alto, mas eles voltaram à Europa com uma fortuna incrível, um sistema de guarnições militares, e as melhores frotas do mundo.
Eles suscitaram a ira de Filipe IV, da França, um dos reis mais poderosos da Europa. Este tinha conseguido matar um papa, envenenar um segundo e instalar o sucessor que escolhera, Clemente V. Aí ele tomou o papado, trancou e guardou a tiara papal fora de Roma e a deixou em Avignon, na França.14
Filipe temia os templários, mas estava determinado a ficar com a sua fortuna. Confiando em que seu "papinha de estimação" cooperaria, o rei prendeu todos os templários franceses.
Na alvorada da sexta-feira, 13 de outubro de 1307, os ataques começaram. Todas as propriedades que pertenciam aos templários foram conquistadas. Apesar de que a maioria dos templários foi presa, sua riqueza jamais foi encontrada. Aparentemente a Ordem sabia que o ataque se aproximava, pois o Grande Mestre, Jacques de Molay, queimou muitos dos livros da ordem.15 Juramentos hórridos de sigilo guardaram a natureza dos verdadeiros ritos dos templários.
Esta falta de fontes de material é que criou a controvérsia. Sob Filipe, muitos dos cavaleiros foram torturados. Evidentemente, qualquer confissão extraída sob tortura deve ser considerada com suspeita. Não obstante, há certas coincidências que levam a pensar que pode haver um núcleo de verdade em algumas das confissões.

A  CABEÇA  FALANTE

Os templários foram acusados de praticar magia negra, pederastia, homossexualismo, assassinato de bebês, blasfemar o nome de Jesus, e dar beijos "obscenos" mútuos.16
Freqüentemente menciona-se também a alegação de que os templários adoravam um ídolo misterioso chamado Baphomet. Este ídolo foi descrito de vários modos: um homem com cabeça de bode, uma cabeça com três faces, ou uma cabeça barbuda, que ensinava aos cavaleiros da Ordem segredos mágicos.

BAPHOMET


Examinemos de perto esta figura misteriosa. Uma teoria comum para a origem do Baphomet é que é uma variação do nome de Muhammed (Maomé).17 Mesmo essa sendo a explicação que menos incomoda, ainda é muito preocupante. Adorar Maomé seria traição tanto política quanto espiritual.
A segunda explicação é que o nome seja um tipo de charada chamado Notariqon. É a forma que os cabalistas (magos cerimoniais) usam para escrever as palavras ao contrário e como acrônimos. Pelo Notariqon, Baphomet é "Tem.O.H.P.Ab." Em latim, significaria: "Templi Omnium Hominum Pacis Abbas", ou Pai do Templo da Paz de Todos os Homens.17
Baphomet

Isso não soa mau, exceto pelo contexto da era em que se encontra. Pois cavaleiros no meio de uma guerra religiosa adorando uma estranha cabeça falante chamada de "Pai do Templo da Paz de Todos os Homens" de fato soa estranho, especialmente quando olhamos para a franco-maçonaria, o movimento da Nova Era, e as suas doutrinas da "paternidade de Deus e da fraternidade de homens".
Um dos principais místicos muçulmanos, Idris Shah, afirma que Baphomet deriva-se da palavra árabe Abufihamat, que significa "Pai do Entendimento".18 Isso se encaixa bem com a teoria de que os templários eram sobreviventes de uma seita gnóstica do Oriente Médio de adoradores do Falo, que acreditavam na salvação através da gnose (ou do conhecimento).19
Outra teoria apresentada é que o nome é realmente Bapho-Mitras, significando "Pai Mitra".20 Mitra foi um deus-sol adorado em Roma na época do início do cristianismo. Ele era considerado rival de Jesus, e seu nascimento ocorreu em 25 de dezembro.21 Mitra era representado como um homem com a cabeça de um touro ou como um matador de touro, e havia uma versão do ídolo como um homem com cabeça de bode.
O franco-maçom, satanista e pervertido Aleister Crowley tomou para si o nome Baphomet quando assumiu a liderança da organização ocultista-maçônica O.T.O. (Ordem dos Templários do Oriente). Crowley escreveu que Baphomet representava um tipo de deus fálico.22
Kenneth Grant, o moderno líder mundial da O.T.O., afirma que o Baphomet esconde a fórmula da magia homossexual dos templários.22 Outro ocultista respeitado mundialmente na última geração, o falecido Dion Fortune, disse que o Baphomet representa uma prática que, na sua forma mais baixa, foi "uma das causas da degeneração dos Mistérios gregos".23
Um erudito maçônico, Manly P. Hall, identifica claramente o Baphomet com o "Bode de Mendes" satânico, provavelmente a mais bem conhecida representação de Lúcifer em todo o ocultismo. Ele diz que eles provavelmente o obtiveram dos árabes.24

UM  DEUS  CHIFRUDO

Estas são águas profundas, que revelam as múltiplas camadas de significado nos cultos de mistério. Contudo, duas ameaças comuns também emergem nessas confissões – uma cabeça masculina sem o corpo, e o homem-animal chifrudo.
As acusações que a Inquisição fez contra a Ordem em 1308 dizem que eles adoravam uma cabeça que tinha o poder de tornar a terra fértil.25 Essas qualidades da cabeça encaixavam-se com a antiga adoração druida da cabeça separada, a cabeça de Bran, o Bendito, um deus que aparece num poema galês, o Mabinogion.26 Eles encaixam certinho no panteão da bruxaria celta, especialmente quanto às suas características de trazer a fertilidade.
Baphomet é outro nome do deus das bruxas, que é também o deus dos templários! Este deus é também conhecido como o "Deus Chifrudo", porque é freqüentemente mostrado com chifres, ou com a aparência de um animal de chifres (cervo, bode ou touro).27
Este deus é adorado hoje em conciliábulos de todo o mundo e pode ser um dos ídolos mais antigos da história. Pinturas nas cavernas de Ariége, na França, mostram o xamã (ou "feiticeiro") vestindo um traje com chifres.28 Até mesmo Ninrode é freqüentemente mostrado usando uma máscara ritual com chifres.29
Outra forma muito comum do deus das bruxas nas ilhas britânicas é o chamado "Homem Verde".30 Esta figura geralmente tem uma cabeça verde com vinhas saindo de sua boca – e nunca tem um corpo! As semelhanças aqui são muito impressionantes para ser meramente coincidência.
É importante lembrar que os sacerdotes originais da Grã-Bretanha pagã eram os druidas, e que eles tinham as chamadas "universidades bardas" (uma espécie de seminário satânico) por toda a França, Grã-Bretanha e o Mediterrâneo quase mil anos antes da chegada dos templários. Como veremos, a influência dos templários também foi grande nas ilhas britânicas.

NEGANDO  JESUS  CRISTO

Uma das acusações mais sérias e mais incríveis arremessadas contra os templários é que eles negavam Jesus como parte dos seus rituais de iniciação. Visto que supostamente a Ordem era cristã, jurava defender os lugares santos em Jerusalém e proteger os peregrinos, como eles poderiam estar envolvidos em algo blasfemo? Surpreendentemente, uma confissão-chave desse tipo de negação não foi extraída sob tortura, mas no lugar de reunião ligeiramente mais "civilizado" da Inglaterra.
Pode ser que nunca saibamos a plena extensão de verdade ou de falsidade das acusações contra os templários. Muitos dos cavaleiros preferiram ser queimados na estaca do que confessar essas coisas.
Em 1314, o Grande Mestre Jacques de Molay enfrentou o mesmo destino, negando todas as acusações. A lenda diz que quando ele estava sendo executado, manteve que era inocente e proclamou que tanto o rei, Filipe, e o papa, morreriam dentro de um ano! A maldição funcionou, pois tanto o rei quanto o papa de fato morreram dentro do ano.
Se maldição foi simplesmente um apelo para a justiça divina ou um verdadeiro ato de bruxaria é uma pergunta sem resposta.
Tampouco as mortes das duas potestades podem ser atribuídas com alguma segurança ao sobrenatural. Se os templários tinham uma aliança com os Hashishim, podem ter selecionado alguma técnica de assassinato. É portanto possível que tanto o rei quanto o papa tenham sido assassinados para continuar a "lenda" do poder formidável dos templários, até mesmo além do túmulo.
Se essa era a intenção, foi bem sucedida, muito além dos sonhos mais alucinados de qualquer um. Os templários têm sido um dos assuntos mais duradouros nas sociedades secretas e nas ordens ocultas até hoje.
Há mais um ingrediente a ser acrescentado na mistura antes de ficar pronta a maçonaria da Grande Loja, tal como a conhecemos hoje, como veremos a seguir.


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